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Acelerar menos e inovar mais!

14:22:00Redação


O tema carros na franquia Super Sentai procura mesclar fantasia e universos paralelos se utilizando da temática de automóveis como segundo plano. A partir de Turboranger tivemos a introdução do contexto envolvendo veículos, onde num mundo fantástico cinco adolescentes eram erradicados de suas vidas, à despeito de salvar o mundo das fadas.

Por Raphael Pereira de Souza

Posteriormente Carranger veio entregar quase uma paródia na franquia, em que o assunto automobilismo ficou mais evidente, por todos os membros do time estarem diretamente ligados em suas profissões aos carros ou veículos com rodas. E como Gekisou Sentai defendiam as estradas, protegiam as pessoas no trânsito. Parodiando com veículos terrestres que mais se assemelhavam a super karts do que propriamente dito automóveis.

Após 12 anos Engine Sentai Go-Onger retorna com a temática, com o mesmo princípio dos dois primeiros, os carros advém de outra dimensão ou planeta, afim de recrutar parceiros que possam guiá-los, quando não estão em fuga por um inimigo em particular. O grande diferencial nos três está nos detalhes, onde Turboranger obtém uma raiz vilanesca forte e impactante. Carranger usa do humor para socializar seus personagens, conforme brinca com o interdimensional, ao mesmo tempo que dialoga casos da semana humanitários. E Go-Onger subverte o grupo em partes, onde três membros tem uma característica marcada pelo Carpe Diem, e os outros dois seguem a linha da investigação de modo pouco demarcado no seriado, mas presente. E o toque humorístico ainda é evidente servindo de base para trama.

Turboranger, o primeiro esquadrão com temática de carros (1989) - Foto: Reprodução internet

Agora a grande questão é: o tema carros ainda não se utilizou do automobilismo como fator primordial para o desenvolvimento de uma trama. É possível promover vilões setorizados para tal feitio? Onde a temática não permaneça no plano de fundo e seja apenas o fator catalizador para o início e, o fim do roteiro. Acatando assim uma profundidade para se fazer uso do assunto abordado com mais precisão estabelecendo transformações aos seus personagens, que envolvam os carros em si, e suas tramas girem em torno das problemáticas no automobilismo, expandindo para as mais diversas áreas, onde os veículos e seus heróis e vilões possam colidir num meio social.

Dito isso, utilizar-se da fantasia para explicar a origem dos veículos foi por muito tempo uma saída fácil e satisfatória de entender. No entanto, acredito que com o avanço da tecnologia, a criação de um ou mais carros híbridos pode muito bem se estabelecer como base na própria Terra. E parte dessa tecnologia ser utilizada para o mal, e mais, introduzir o subtema presente, passado e futuro, a julgar que está em voga fazer uso de tal tema. Vulgo o que a franquia Kamen Rider tem feito.

A franquia vem passando por baixas em audiências, desde de Kyoryuger, que se provou capaz de inovar ao incorporar diversas culturas como Samba, brincou com as cores trazendo detalhes saudáveis. Entretanto, não se sustentou com um roteiro mal desenvolvido, no qual até obteve boas ideias, mas que foram mal aplicadas na direção. Tornando o foco impreciso, pois as ideias proveitosas acabavam sem fundamento, pois não finalizavam. Ao centralizar demais seu membro vermelho (King), os grandes vilões foram diminuídos pelo desgaste no personagem.

Carranger apostou em uma boa dose de humor na série (1996) - Foto: Reprodução internet

O que Super Sentai realmente necessita é “abusar nas zebras” (termo utilizado no mundo do automobilismo para curvas mais acentuadas), em outras palavras, deve ter pulso firme na direção da série para que a inovação, qualquer que seja, desenvolva, arrisque nos detalhes e conclua o script. A franquia precisa que bons roteiristas e diretores retornem, como: Fumie Arakawa, que como assistente de direção e posteriormente diretora, conseguiu marcar presença em Sentais como Gaoranger e o bem produzido e trabalhado Dekaranger. Sem mencionar o renomado Ryuta Tasaki, que trabalhou simplesmente em Gingaman, Power Rangers Lightspeed e Lost galaxy como diretor de ação. Alguém como Tasaki-san pode trazer dinamismo que os sentais atuais confundem com o humor em demasia na ação.

O que será que vem depois de Go-Onger? (2008) - Foto: Reprodução internet

No fim das contas o próximo sentai, que escolher abordar a temática carros, de fato se aprofunde no tema abordado, e não apenas o utilize como ponto de ligação para o lançamento de brinquedos e boost nos poderes dos personagens. Mas que conte a realidade do automobilismo em seus personagens naquele universo acelerado. Algo que o formato de arcos duplos muito adotado na franquia Kamen Rider pode encarar a crise dos casos da semana melhor. Possibilitando abordagens mais intimistas, com intuito de desenvolver seus personagens ainda mais.

E você o que acha dos temas que envolveram carros na franquia Super Sentai? Concorda que eles devem evoluir ou devem permanecer com o humor da forma como está?

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3 comentários

  1. Legal.
    percebi que os redatores gostam e falam muito bem de Dekaranger ; )

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  2. Eu particularmente gosto das versões de carro, pois sao plausíveis, é muito legal ver carros se amontoando pra montar um robô maior, pena que até hoje nao usaram carros de verdade

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  3. Uma vez eu pensei em um sentai de... Ahem, Arlequins.

    Sim, Arlequins. O sentai se chamaria "Dokeshi Sentai Harlequinger" (Dokeshi significa palhaço) e os rangers enfrentariam monstros baseados em pesadelos.

    Tipo mais ou menos ToQger, que usa a idéia de imaginação.

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